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Análise do mercado e cota da WSS em setembro: Rentabilidade de -0,57%

Preocupação com aumento de casos de Covid-19 na Europa e piora fiscal no Brasil

O mês de setembro foi de pessimismo nas principais bolsas globais com notícias negativas com o aumento de casos de Covid-19 na Europa. Já no Brasil, fatores políticos/econômicos prejudicaram novamente e a preocupação com a piora do cenário fiscal teve impacto negativo no IBOVESPA.

Brasil: Os ativos financeiros brasileiros tiveram um mês de desvalorização com os investidores reduzindo as posições de risco.

No campo político, o anúncio do programa Renda Cidadã, com a possibilidade de utilização de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e dos precatórios, foi visto como negativo por analistas.  Apesar da equipe econômica do governo ter praticamente descartado essa hipótese, a manobra gerou muita incerteza e aumento no risco de o Brasil descumprir com seus compromissos com os investidores.

Entre os dados econômicos, as estimativas mais recentes indicam contração de -5,04% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2020, um pouco melhor que as últimas previsões.

No meio empresarial, a confiança seguiu o movimento de melhora e voltou ao nível anterior à pandemia. Entre os setores, o industrial é o que se mostrou mais otimista enquanto o setor de serviços registra uma recuperação mais lenta.

Em reunião realizada em setembro o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 2,0% ao ano. A nova realidade de juros no Brasil, bem abaixo na média histórica, possível devido à ausência inflacionária e necessidade de estímulo ao consumo, traz maior desafio para a obtenção de retornos no mercado financeiro.

Os ativos financeiros apresentaram o seguinte comportamento em setembro:

  1. A rentabilidade dos títulos públicos federais, medida pelo IMA-B (principal índice de referência dos títulos públicos brasileiros), foi negativo em -1,51%;
  2. O IBOVESPA, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou com queda de -4,80%;
  3. O CDI, principal referência para os ativos de renda fixa, trouxe retorno de 0,16%;
  4. A caderneta de poupança rendeu 0,12%;
  5. O Real se desvalorizou frente ao dólar 3,10% fechando cotado a R$ 5,64.

Mundo: No cenário externo, o aumento de número de casos de Covid-19 na Europa derrubou os mercados globais.

Nos Estados Unidos, o Fed (Banco Central dos EUA) decidiu manter as taxas de juros no patamar de 0% a 0,25% a.a. Apesar da melhora nas condições financeiras dos americanos, o Fed se mostrou preocupado com  o nível de incerteza relacionada à pandemia e sinalizou que deve manter os estímulos monetários (leia-se juros baixos) por um longo período. No final do mês, Donald Trump (atual presidente) e Joe Biden (ex-vice-presidente) fizeram o primeiro debate da eleição que definirá o novo presidente dos Estados Unidos a partir de 2021. Para os analistas, independente de quem vença as eleições, deverá haver pouco impacto no direcionamento econômico do país.

Na China, a atividade industrial novamente surpreendeu positivamente com o aumento da demanda externa. A China, em estágio avançado de controle do Covid-19, tem se destacado globalmente e deve ser exceção entre as maiores economias em apresentar crescimento do PIB em 2020.

Na Zona do Euro, a atividade industrial apresentou a maior alta em dois anos, com grande contribuição vindo da Alemanha. Apesar dos dados otimistas da atividade, o aumento dos números de casos de Covid-19 (segunda onda) no bloco tem gerado preocupação com a possibilidade de um novo lockdown (período de restrição do comércio e serviços) em suas economias.

As bolsas internacionais encerraram o mês de setembro com o seguinte desempenho: O S&P500 (Índice que mede o desempenho de 500 empresas norte-americanas) fechou em queda de -3,92%. O Euro Stoxx 600 (Índice composto por 600 empresas de destaque da Zona do Euro) teve queda -1,48% no mês. Entre os emergentes, o MSCI-EM (Índice de referência composto por ações dos principais países emergentes) fechou com queda de -1,77%.

WSS: Em setembro a rentabilidade da WSS foi de -0,57%. No acumulado de 2020, os investimentos da WSS apresentam retorno de 2,14%.

Nos últimos 12, 24 e 36 meses a rentabilidade da WSS acumula 5,80% (164% do CDI), 21,21% (211% do CDI) e 31,32% (180% do CDI) respectivamente.

Obs: Cota WSS de setembro é prévia, sujeita a ajustes.

Atenção: Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura.